Mostrando postagens com marcador OSTNCS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OSTNCS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de junho de 2014

IV Festival de Ópera de Brasília


Orquestra Sinfônica inicia apresentações do Festival de Ópera de Brasília

Da Redação, com informações da Secretaria de Cultura

Orquestra Sinfônica inicia apresentações do Festival de Ópera de Brasília 
Foto: Brito / Arquivo
 
Atividades começam nesta quarta-feira (25) e seguem até o mês de agosto

BRASÍLIA (24/6/14) - O auditório do Teatro Pedro Calmon, no Setor Militar Urbano (SMU) será palco, a partir desta quarta-feira (25), do IV Festival de Ópera de Brasília. O evento, que vai até o mês de agosto, promoverá ações culturais na capital.

Segundo o maestro Claudio Cohen, regente titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), serão apresentadas diferentes óperas, em três séries. Tosca (composta por Giacomo Puccini, em três atos), será a primeira, e ocorrerá a partir desta quarta (25) a domingo (29).

"Como estamos fora do Teatro Nacional, faremos todo o festival no Teatro Pedro Calmon em formato de concerto. Não vai ser aquela ópera tradicional, com figurinos e tudo mais, mas no formato de concerto elas funcionam bem também", explicou o maestro.

O Teatro Nacional passa por reformas, durante todo este ano, por isso a realização do espetáculo no Teatro Pedro Calmon. Pela programação, em julho, as apresentações serão de uma coletânea, Gala de Ópera, com várias árias (de compositores diferentes). Em agosto, será a vez de A Cartomante (do maestro Jorge Antunes, professor da UnB).

Para Cohen, a OSTNCS tem um público sempre interessado e fiel, que está crescendo: "Estamos investindo cada vez mais nisso, o governo (do DF) tem apoiado bastante, e a gente tem a certeza de que o público da música clássica é muito grande", diz o regente, que acredita que a orquestra atrairá também os turistas nacionais e estrangeiros que vêm a Brasília durante a Copa do Mundo.

SERVIÇO
IV Festival de Ópera de Brasília
Local: Teatro Pedro Calmon (SMU)
Datas e Horários:
* Ópera Tosca, de Giacomo Puccini, com regência do maestro Claudio Cohen
DIAS: 25/06 (quarta), 27/06 (sexta-feira) e 28/06 (sábado), às 20 h; 29/06 (domingo), às 18 h
* Gala de Ópera (várias Árias, de compositores famosos)
18 e 19 de Julho (sexta e sábado), às 20 h
* Ópera A Cartomante, de Jorge Antunes
31/07 (quinta-feira), 1º/08 (sexta-feira) e 02/08 (sábado), às 20 h
A ENTRADA FRANCA PARA TODAS AS APRESENTAÇÕES


Informações retiradas DAQUI.

Vá, mas não me chame! Não tenho nenhuma paciência com ópera em concerto; acho que fica parecendo um gibi em braile... E tenho menos paciência ainda com pout-pourri de árias famosas...

Terei que esperar pelo próximo Festival, e rezo aos céus para que no ano que vem se esqueçam um pouco de Puccini!

Também rezo aos céus para que Brasília pare de ter Festivais de Ópera e comece a ter TEMPORADAS de ópera, como qualquer cidade que se preze... E, já que estou sonhando, também quero um pônei!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Tá a fim de um programa? Continua baratinho!

A Secretaria de Cultura(?) do DF resolveu dar uma atualizada na programação musical publicada em seu site!

Maio

Temporada Oficial da OSTNCS

Terça-feira (20), às 20h 
Local: Teatro Pedro Calmon – Setor Militar Urbano
Entrada Franca – mediante a ordem de chegada
Mais informações: 3325-6232/3325-6171

Concerto Europeu
Terça-feira (13/05), às 20h
Local: Teatro Pedro Calmon – Setor Militar Urbano
Entrada Franca – mediante a ordem de chegada
Mais informações: 3325-6232/3325-6171

Temporada Oficial da Orquestra Sinfônica Teatro Nacional Cláudio Santoro
Terça-feira (06), às 20h
Local: Teatro Pedro Calmon – Setor Militar Urbano
Entrada Franca – mediante a ordem de chegada
Mais informações: 3325-6232/3325-6171

Semi-milagres acontecem, aparentemente! Como, porém, santo de casa não faz milagres inteiros, só conseguiram resolver metade do problema. Já sabemos, ao menos, o que foi que aconteceu no mês de maio. A programação de cada um dos concertos, porém, continua sendo uma matéria para videntes e afins. Caso você queira saber o que vai acontecer no futuro - em junho de 2014, digamos - para poder se programar, ligue novamente para o vidente, pois nem a Secretaria parece saber...

A página da Orquestra, por outro lado, continua como era em junho de 2013:

Programação de Concertos da OSTNCS

Índice do Artigo
Programação de Concertos da OSTNCS
Maio
Abril
Março 2013
Fevereiro 2013
Todas as Páginas

Concertos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional – OSTNCS

Concertos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional - OSTNCS
Programação dos concertos da OSTNCS
Local: Sala Villa Lobos (Teatro Nacional, Setor Cultural Norte, Via N2)
Dia/hora: terça-feira, às 20h
Entrada: franca
Classificação: livre
Contato: (61) 3325-6171 

alt

JUNHO 2013*

III Festival de Ópera de Brasília


Data: 12/06 a 07/07
Horário: 20h
Local: Sala Villa Lobos
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) a venda na bilheteria do Teatro ou pelo site www.ingresso.com.br
Informações: (61) 3325-6239 (bilheteria)
Classificação: livre
Ópera Carmen: 12, 14, 16, 17 19 e 20/06
Concerto em homenagem a Wagner e Verdi: 25 e 26/06
Ópera Olga: 03, 05 e 07/07


sexta-feira, 21 de março de 2014

Tá a fim de um programa? É baratinho!

Aliás, é de graça, como (quase) todo concerto de nossa Orquestra Sinfônica. Ó só o programa para a quarta-feira da semana que vem, retirado DAQUI:

26/03 - Homenagem a Richard Wagner

Solista: Netanel Draiblate

Regente: Claudio Cohen.


Muito profissional! Adorei o programa do concerto: "Homenagem a Richard Wagner". O que será? Celebração de uma missa para comemorar os 200(+1) anos do nascimento do Ricardão? Ou será que vai ter uma recepção, com direito a canapés e discurso? Imagino que seja uma homenagem musical mesmo, claro, já que vai ter um solista... Aliás, solista de quê? Xilofone? Mas imagino que seja um cantor, né?, já que estamos falando de Wagner...

Se você imaginou a mesma coisa que eu, parabéns: erramos juntos, pois o solista é um violinista!!!:


E depois sou obrigado a ouvir críticas às minhas críticas... O mínimo que se espera do Teatro NACIONAL é um pouquinho de profissionalismo. Ou, se não tem prazer em ser profissional, finja, para que ao menos o público não fique achando que é tudo "nas coxas".

Ó só este programa:

07/05 - Concerto Europeu

Bela Bartok - Danças Húngaras

F.Chopin - concerto no.1 para piano e orquestra

J. Sibelius - concerto para violino e orquestra

Solista - Fréderic Pelassy (violino

M. de Falla - El amor brujo

Regente Vladimir Prado


Levemente menos pior. Sabemos que, neste caso, o Fréderic Pelassy é violinista, e que vai tocar o concerto do Sibelius. Bom saber! E melhor ainda seria também saber quem vai ser o pianista no concerto do Chopin, você não acha?

Também seria legal se tivesse ":" depois da palavra Regente. Se possível, seria legal se depois de "F." tivesse um espaço antes de se escrever Chopin. Ou um "fecha parênteses" depois de violino... Mas aí, também, é querer demais, né? Além de querer informação musical certa, ainda faço questão de português bem escrito? Pra quê?

Mais um exemplo, quer?

1º/05 - Concerto do Trabalhador

18hs - Torre de TV


G VERDI - Abertura Nabucco 8'

G BIZET - Farandole da Suíte Arlesienne 4'

A BORODIN - Danças Polovtsianas de Príncipe Igor 11'

M FALLA - Dança Final: Jota de O Chapéu de Três Pontas 5'

A CARLOS GOMES - Alvorada de Lo Schiavo 6'

HEITOR VILLA LOBOS - O Trenzinho do Caipira (orquestração para orquestra 3.2.2.2-4.3.3.1-timp-perc-cordas) 4'

HEITOR VILLA LOBOS - Na Corda da Viola (orquestração para orquestra 3.2.2.2-4.3.3.1-timp-perc-cordas)

A PIZZAIOLA - Ádiós Nomino (orquestração para orquestra 3.2.2.2-4.3.3.1-timp-perc-cordas) 6'

MILTON NASCIMENTO / CHICO BUARQUE - O Cio da Terra 4'

CLÓVIS PEREIRA/GUERA-PEIXE-Mourão (orquestração para orquestra 3.2.2.2-4.3.3.1-timp-perc-cordas) 4'

Regente Matheus Araújo


Tenho a impressão de que o programa que é publicado no site da Secretaria de Cultura do DF é feito pela primeira pessoa que, por um azar, passar por perto. Ou pessoas diferentes escrevem cada um deles, ou estamos frente a um caso claro de múltiplas personalidades! Nesse programa a gente fica sabendo quanto vai durar cada peça, e até qual é a orquestração de algumas delas; esses numerinhos e letrinhas (3.2.2.2-4.3.3.1-timp-perc-cordas) se referem à composição da orquestra, neste caso seriam 3 flautas, 2 oboés, 2 clarinetas, 2 fagotes + 4 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, 1 tuba + tímpanos + percussão + cordas).

Gostei de saber qual a instrumentação, apesar de ter certeza de o programa ter sido elaborado por alguém sem muita experiência (tenho a impressão de que cataram as informações de alguma tabela de ensaios e mandaram publicar do jeito que estava lá!). O português, como sempre, sofre... G Verdi, G Bizet, A Borodin, etc, etc, etc... Acho que usaram todos os pontos disponíveis para especificar a orquestração e não sobrou mais nenhum para o resto do trabalho. Deve ter sido isso mesmo que aconteceu, pois faltou também ":" depois de Regente. Ah, ainda tem Villa Lobos sem hífen!

Secretaria do quê, mesmo? Cultura? Ah... ainda bem...

Quer continuar? Que saber do pior? Eu te enganei! Esses programas são do ano passado! Depois de maio de 2013 não aconteceu mais nada na Orquestra, parece. Ó só a programação para março de 2014:


Esta extensa agenda cultural também irá se repetir em abril, maio, junho, julho, etc, etc, etc...

Tem base? 

Ó só a programação da Orquestra Sinfônica Brasileira, AQUI. Ou a programação da OSESP, AQUI. Não vou nem falar da programação de orquestras do "mundo civilizado", para não ficar com mais vergonha ainda! E isso porque eu nem comecei a reclamar da "maravilhosa" facilidade em se adquirir ingressos para o Teatro Nacional: leve dinheiro. Vamos comprar entradas para a família inteira assistir a um showzinho básico a 200 reais por cabeça? Eu, minha cara-metade, meus 3 filhos, mais a minha cunhada com o filho, que também querem ir, mais a chata da minha sogra: 8 x 200 = 1.600 reais na carteira. Prático, não é? E só vale se for ao vivo! Se você morar em Brazlândia, meus pêsames! Terá que enfrentar algumas dezenas de quilômetros para conseguir comprar um mísero ingresso!

E depois dizem que eu é que sou chato. Tá certo, confesso, sou chato mesmo, mas eu ser chato não significa que Brasília não mereça uma Secretaria de Cultura com mais "ltura" e menos "c..."


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Schuchubert

Meudêus...

Fui hoje à noite a um concerto de nossa Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, com o regente chileno Pedro Sierra, numa apresentação da série Concertos Internacionais. Vamos ver se o próximo presta.

Das peças chilenas apresentadas não vou falar, por dois motivos: A primeira peça, Andante para Cordas, de Alfonso Leng Haygus, pelo menos foi bem tocada; nisso, ao menos, parece que o regente se esmerou. Como me pareceu ser considerada um monumento da música chilena, acho melhor eu ficar quieto sobre seus méritos (segundo minha particularíssima opinião) para não mexer com os brios alheios. A segunda peça chilena, Tatio, de Sergio Berchenko, nem cheguei a ouvir, pois foi apresentada após o Schubert.

E a Sinfonia nº 3, em ré maior, D. 200, do Schubert (doravante conhecido como Schuchubert), meudêus... estava tão, mas tão ruim, que estragou a vontade de continuar a assistir ao concerto. Já não é uma grande sinfonia (mas ele tinha 18 aninhos e não é nem um pouco justo a compararmos com as sinfonias do Beethoven, seu contemporâneo bem mais velho); apesar disso, é uma música cheia de vigor rítmico, cheia de energia de gente jovem, e bem divertida, ingênua, gostosa de se ouvir. 

Quer dizer... deveria ser assim. O que nos foi servido, hoje, parecia uma massa mal cozida de ritmos molengos. O que era para ser ebulição de juventude virou um chá de schuschu, feito com água morna, bem longe do ponto de fervura.

O primeiro movimento me pareceu o mais palatável. Daí para a frente o jantar (que já não estava muito quente), foi perdendo cada vez mais energia e virou uma grande e morna sopa de notinhas. O segundo movimento, um lindo Allegretto, com sabor de dança antiga e cortesões educados fazendo mesuras, parecia uma carroça puxada por bois; não que estivesse lento, mas perdeu completamente a leveza característica da dança. Foi como se tivessem arrancado as asas de Pégaso e as tivessem grudado num hipopótamo: ele voou, mas o efeito não convenceu!

O terceiro movimento, meudêumeudêus... o pior de todos. Acentos agógicos (preguiça de explicar o que é isso; então nem vou tentar) fora de lugar, articulações inexistentes, respirações inexistentes. O regente passou do Minueto para o Trio (parte central do Minueto) como se ele tivesse tropeçado no batente da porta da sala e caído de cara  no banheiro; não passou de um trecho para o outro: ele deu a nítida sensação de que tinha tropeçado. Tropeçou tanto, mas tanto, que metade da orquestra se perdeu.

E, para terminar (para "acabar"), o 4º movimento: Presto. Não, não é do verbo prestar: eu presto, tu prestas ele presta; estava longe disso. Talvez não tenha sido tão ruim quanto o 3º movimento, mas, mesmo assim, não prestou. Novamente: ritmos pesados, fraseados inexistentes, respirações inexistentes, equilíbrio inexistente (e andamento arrastado)...

Tadinho do Schubert...

A orquestra também não ajudou, mas ponho grande parte da culpa no maestro, que me pareceu não estar prestando muita atenção no que fazia, ou não teve tempo de ensaiar, ou tinha acabado de descer do avião, ou sei lá o quê. De qualquer forma, a orquestra também não ajudou. Não sei se também faltou ensaio, se faltou tempo, ou se não levaram o serviço muito a sério por ser uma sinfonia de um "moleque" de 18 anos. Nunca foi uma orquestra lá muito precisa nos ritmos, e nesta noite estava pior que nunca. Em cada trecho de música com figurações mais rápidas parecia que haviam soltado no palco um "enxame" de vaga-lumes: cada um piscava na hora que bem entendia. Ou uma panela de pipoca, com seu matraquear rápido e aleatório, totalmente desencontrado. Triste...

Salvou-se, por comparação, a segunda peça do programa, o Concerto para Piano nº 27, em si bemol maior, do Mozart, com a pianista Lígia Moreno. Após um início meio traumático (parecia um Concerto para Contrabaixos e Violas, acompanhado por Orquestra e Piano - novamente, culpa do José, perdão, Pedro Sierra), foi entrando mais nos eixos (relativamente), e acabou sendo o mais divertido da noite, principalmente seu segundo movimento, Larghetto, com seus belos pequenos duetos de piano e flauta. Aliás, os melhores momentos da noite.

Um beijo para a flautista, que mereceu o "Prêmio Melhor da Noite". Pena que eu não possa dizer o mesmo de seu colega clarinetista, que parece ter errado todas as entradas de todos os solos.

Bom, acho que já fiz inimigos bastantes por hoje. Então, tchau!, e espero trazer melhores notícias numa próxima oportunidade.